Aplicativo para EBD: como implantar na igreja sem confusão
Trocar o caderno por um aplicativo EBD parece simples, até o primeiro domingo em que metade dos professores não consegue abrir a chamada. Este post traz um roteiro de quatro semanas para o superintendente implantar a ferramenta com calma, sem atropelar ninguém e sem perder nenhum registro.
- Antes de instalar qualquer coisa, converse com a secretaria e com os professores e explique o motivo da mudança.
- Cadastre turmas e alunos com antecedência, nunca no domingo de manhã.
- Faça a virada em quatro semanas: preparação, treino, domingo com caderno junto e domingo só no celular.
- Escolha um professor que já usa bem o celular para ser o apoio dos colegas nas primeiras semanas.
Neste artigo
O erro mais comum: anunciar o aplicativo no domingo
O superintendente descobre um aplicativo EBD, gosta, instala e avisa no domingo: a partir de hoje, a chamada é no celular. Parece eficiente. Na prática, é o caminho mais curto para a confusão.
Professor sem senha, aluno sem cadastro, secretária sem saber onde ver os números. No fim da manhã, alguém pega o caderno de volta e diz que era melhor antes. A ferramenta quase nunca é o problema; o problema é a pressa na implantação.
Eu achei que todo mundo ia gostar na hora. Aprendi que mudança na escola precisa de conversa antes de precisar de senha.
Superintendente de EBD
A boa notícia é que dá para evitar tudo isso com um pouco de organização. O segredo é tratar a implantação como um pequeno projeto, com começo, meio e fim.
Mudança na EBD não começa no aplicativo. Começa na conversa com quem vai usar.
Superintendente de EBD
Quem precisa estar junto antes de começar
Quem vai usar o aplicativo toda semana? Essa é a primeira pergunta. Normalmente são três grupos: a secretaria, os professores e a liderança da igreja.
Cada grupo tem uma preocupação diferente. A secretária quer saber se os relatórios vão sair certos. O professor quer saber se vai perder tempo de aula. O pastor quer entender por que mudar algo que já funciona.
Converse com cada um antes. Mostre o que melhora para ele, não para o sistema. Se a secretaria hoje já sofre para fechar os números, vale ler também o que ela precisa ter em mãos no domingo, neste post sobre sistema EBD para a secretaria.
- Conversar com o pastor ou a liderança e explicar o motivo
- Sentar com a secretaria e mostrar como ficam os relatórios
- Reunir os professores por 15 minutos depois do culto
- Escolher um professor de apoio que tenha facilidade com celular
- Definir a data do primeiro domingo só no aplicativo
- Combinar o que acontece com o caderno antigo
O roteiro de quatro semanas para a virada
Quatro semanas é um bom prazo para a maioria das escolas. Dá tempo de preparar, treinar e testar sem deixar o assunto esfriar. Se a sua EBD tem muitas turmas, você pode esticar para cinco ou seis.
O ponto principal é este: nenhuma etapa acontece no domingo de manhã, com aluno chegando e aula para começar. O domingo é só para usar o que já foi preparado.
Preparar os cadastros
Com a secretaria, cadastre as turmas, os professores e os alunos a partir das listas do caderno. Confira nomes e datas de aniversário. Faça isso durante a semana, com calma.
Treinar os professores
Reúna os professores depois do culto ou num dia da semana. Cada um entra no aplicativo pelo próprio celular e faz uma chamada de teste na sua turma.
Domingo com os dois
O professor faz a chamada no aplicativo e a secretaria mantém o caderno como garantia. No fim, compare os dois. Se bateu, a turma está pronta.
Domingo só no celular
O caderno fica guardado. A chamada e o relatório saem só pelo aplicativo. O professor de apoio circula pelas salas no começo da aula para ajudar quem precisar.
E o professor que não se dá bem com celular?
Domingo, oito e meia da manhã. A professora da turma de senhoras segura o celular longe do rosto e diz que não sabe mexer nisso. Toda EBD tem alguém assim, e essa pessoa merece respeito, não pressa.
Não force. Sente ao lado dela durante a semana, mostre só o essencial e deixe que ela mesma toque na tela. Uma tela de cada vez: entrar, abrir a turma, marcar presença, salvar.
Ela fez a chamada sozinha no terceiro domingo e mostrou para a turma inteira. Valeu cada minuto de paciência.
Secretária de uma EBD
Se mesmo assim não der, tudo bem. O auxiliar da turma pode fazer a chamada enquanto ela dá a aula. O importante é que o registro aconteça, não quem toca na tela. Para quem ainda tem dúvida de como fica o dia a dia sem o caderno, este guia ajuda: diário digital da EBD.
O primeiro domingo só no aplicativo
Chegou o dia. Algumas atitudes simples fazem o domingo correr bem e evitam que a turma perca tempo de aula com a chamada.
No primeiro domingo, o objetivo não é perfeição. É todo mundo sair da EBD sabendo que consegue.
Superintendente de EBD
Esteja na igreja quinze minutos antes. Assim você resolve senha esquecida antes de o primeiro aluno sentar.
Ele passa pelas salas nos primeiros minutos. Uma pergunta rápida resolve mais que um manual.
Peça que a chamada seja feita logo na abertura, enquanto a turma se acomoda. Uma dinâmica curta ajuda a usar bem esse tempo.
Se uma turma não conseguiu, anote e resolva depois. Ninguém deve passar vergonha por causa do aplicativo.
Sente com a secretaria no fim e confira o relatório. Ver o resultado na tela anima todo mundo.
Um obrigado no aviso final mostra que o esforço de cada professor foi notado.
Por que a ferramenta certa faz diferença
Toda essa organização fica muito mais leve quando o aplicativo foi pensado para a rotina da escola bíblica. No Portal EBD, o professor faz a chamada pelo celular em poucos toques, e quem faltou aparece sozinho, sem ninguém precisar contar nome por nome. Os aniversariantes da semana já estão na tela de início, as anotações ficam guardadas na própria turma e o relatório fica pronto antes do culto terminar. Para quem quer acompanhar participação com mais detalhe, existe a Chamada com Pontos. Aniversariantes e ausentes estão em todos os planos, e dá para testar grátis por 30 dias, tempo suficiente para fazer o roteiro inteiro deste post com calma. Se surgir dúvida no caminho, a Central de ajuda explica cada tela passo a passo.
Depois de um mês: como saber se pegou
Passadas quatro semanas, pare e olhe com honestidade. A implantação deu certo quando o aplicativo virou parte do domingo e ninguém mais pergunta onde está o caderno.
Se alguma turma ainda tem dificuldade, não trate como fracasso. Volte uma etapa só com ela. O ritmo da turma mais lenta é o ritmo da escola inteira.
- Todas as turmas fizeram a chamada no aplicativo no último domingo
- A secretaria fechou o relatório sem usar o caderno
- Os professores sabem ver quem faltou na própria turma
- Os aniversariantes da semana estão sendo lembrados
- O caderno antigo foi guardado com a data da virada anotada
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para implantar um aplicativo EBD na igreja?
Um prazo de quatro semanas funciona bem para a maioria das escolas. Uma semana para cadastros, uma para treino, um domingo com caderno junto e um domingo só no aplicativo. Escolas com muitas turmas podem esticar para cinco ou seis semanas.
Preciso parar de usar o caderno de chamada de uma vez?
Não. O ideal é ter pelo menos um domingo usando os dois juntos para comparar os resultados. Quando os números baterem, o caderno pode ser guardado.
O que fazer com o professor que não sabe usar celular?
Ensine com paciência, no celular dele, uma tela de cada vez. Se mesmo assim não der, o auxiliar da turma pode fazer a chamada enquanto ele dá a aula. O importante é que o registro aconteça.
Quem deve cadastrar os alunos no aplicativo?
Normalmente a secretaria, junto com o superintendente, a partir das listas que já existem. Faça isso durante a semana, nunca no domingo de manhã. Depois, cada professor confere a lista da sua turma.
Dá para testar o aplicativo antes de decidir?
Sim. O Portal EBD tem teste grátis de 30 dias. É tempo suficiente para cadastrar as turmas, treinar os professores e fazer alguns domingos de chamada pelo celular.



